A série “Tremembé“, que vive a expectativa pela segunda temporada, reacendeu o interesse do público sobre casos marcantes de crimes no país. Entre eles o de Suzane von Richthofen, interpretada por Marina Ruy Barbosa, protagonista na ala feminina da produção.
Um detalhe do caso chama atenção dos entusiastas: o automóvel utilizado pela jovem na época do crime, que era uma versão exclusiva de um carro muito popular dos anos 2000.
Suzane ganhou um Volkswagen Gol Highway ano 2002 zero-quilômetro como presente dos pais após sua aprovação no vestibular para o curso de Direito.
O carro pertencia à chamada “série Highway”, lançada no final de 2001, posicionada como uma edição especial baseada no Gol G3. O valor de lançamento era de R$ 21.495, o que corresponde atualmente em R$ 117.797,90
Sobre o Volkswagen Gol Highway
Em termos de equipamentos, o modelo trazia itens que não eram tão comuns em versões de entrada na época, como vidros escurecidos, supercalotas, para-choques na cor da carroceria, além de painel com conta-giros. Pequenos adesivos externos identificavam a edição.
O conjunto mecânico era composto pelo motor 1.0 16 válvulas, com potência de 76 cv a 6.000 rpm. Embora não tivesse pretensão esportiva, era considerado um propulsor moderno para sua faixa de cilindrada na época.
A transmissão era manual de cinco marchas, e o carro tinha características voltadas para o uso urbano cotidiano, com manutenção simples e consumo relativamente eficiente para os padrões da época. Foram produzidas nove mil unidades do Gol Highway.
O carro chegou com a cor exclusiva verde Highway, além de outras seis cores metálicas: cinza Urban, bege Júpiter, prata Planet, cinza Carbono, prata Reflex e azul Mercato. O modelo da jovem era o bege Júpiter.
Além de pertencer à rotina de Suzane, o veículo tornou-se parte da reconstituição oficial do crime. Durante a simulação conduzida pelas autoridades, o mesmo Gol foi usado para refazer a sequência de deslocamentos.
Após a prisão dos envolvidos, tanto o Volkswagen Gol 2002 quanto o outro carro da família, uma Chevrolet Blazer 1997, ficaram parados por cerca de quatro anos na garagem da residência — período durante o qual um tio paterno ficou responsável pela guarda dos bens e da administração patrimonial, já que o irmão mais novo, Andreas, era menor de idade à época.


