A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) prepara um coquetel para “estreitar a relação” com o presidente da República eleito no próximo domingo (25). O encontro está previsto para 25 de novembro, exatamente um mês após a votação do segundo turno e a definição do vencedor da corrida ao Planalto. O local escolhido é o Unique Palace, espaço de eventos de alto padrão na Asa Sul, em Brasília.
A recepção também será voltada a ex-prefeitos eleitos neste ano para governos estaduais, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Os casos incluem João Henrique Caldas (PSDB), que passou da Prefeitura de Maceió ao governo de Alagoas; Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís eleito para governar o Maranhão; Doutor Daniel (Podemos), ex-prefeito de Ananindeua (PA) e governador eleito do Pará; e Arthur Henrique, ex-prefeito de Boa Vista que deve assumir o Executivo de Roraima.
Para o Senado, foram eleitas ex-prefeitas como Teresa Surita (MDB-RR), que governou Boa Vista por cinco mandatos; Luizianne Lins (Rede-CE), ex-prefeita de Fortaleza; e Marília Campos (PT-MG), ex-prefeita de Contagem.
A FPM detalha o quadro geral de 311 ex-prefeitos eleitos:
- 96 para os cargos de deputado federal e senador;
- 7 governadores;
- 4 vice-governadores;
- 204 deputados estaduais.
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Reivindicações da frente
Horas antes do coquetel, haverá uma reunião geral. Mesmo assim, as propostas da entidade já foram divulgadas em uma carta de setembro. Entre elas estão a revisão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o pedido por mais espaço na atuação em segurança pública e por ajuda no financiamento da saúde e do transporte público.
Flávio Bolsonaro (PL) já vinha fazendo críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante a campanha, principalmente ao ministro Alexandre de Moraes. O candidato chegou a afirmar que seria necessário “proteger o STF” de Moraes e concentrou parte de sua campanha em críticas à atuação de ministros da Corte.
Em meio à crise provocada pelas revelações envolvendo ministros do Supremo e o caso Banco Master, o presidente Lula (PT) também passou a defender mudanças no funcionamento da Corte. O petista propôs a criação de um colegiado com participação da sociedade civil para submeter os candidatos a ministro a um crivo antes da indicação presidencial. Lula também se manifestou favoravelmente à criação de mandatos para os integrantes do Supremo.

