Um grande passo de Flávio para a vitória no segundo turno

Faltam cinco dias para o segundo turno no domingo, período que inclui o debate da TV Globo, marcado para sexta-feira – e muita coisa pode acontecer até lá. Mas é possível dizer, desde já, que o senador Flávio Bolsonaro deu um grande passo nos últimos dias para chegar à vitória no pleito, mesmo em meio à farta distribuição de “bondades” eleitoreiras pelo governo, que já chegam a quase R$ 300 bilhões em 2026, segundo a IFI (Instituição Fiscal Independente), ligada ao Senado, e até agora não foram barradas pela Justiça Eleitoral.

Com o bom desempenho no debate da Band, associado às manifestações realizadas em várias cidades, em especial a da Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu uma multidão de apoiadores que clamavam pela mudança nos rumos do país, Flávio chega à reta final da campanha em posição privilegiada para impor uma derrota histórica ao presidente Lula e ao PT.

Caso confirme sua vitória nas urnas, como apontam quase todas as pesquisas, que o mantêm numericamente à frente de Lula, ele promete recolocar o Brasil nos trilhos da prosperidade e da democracia plena. Ironicamente, sob a alegação de que era preciso defendê-la, ela foi relativizada pelo STF, à revelia da Constituição, dos códigos legais e dos ritos processuais, por meio da perseguição e da censura a lideranças e representantes da direita – em particular ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a seus aliados mais próximos e a influenciadores e cidadãos comuns ligados ao seu grupo político.

Embora não tenha o carisma do pai e seja chamado de “miliciano” e menosprezado por Lula, pelo PT e por seus aliados, Flávio mostrou ao longo da campanha que é o mais articulado, o mais preparado e provavelmente o mais aceitável dos integrantes dos Bolsonaros para o eleitorado que não se identifica propriamente com o bolsonarismo, mas se opõe a “tudo isso que está aí”.