Torre Eiffel reabre após greve contra exclusão de funcionárias

A Torre Eiffel foi reaberta nesta terça-feira (8), após uma paralisação de funcionários que levou ao fechamento do ponto turístico no dia anterior.

Os trabalhadores se recusaram a trabalhar em protesto contra um pedido para que mulheres da equipe permanecessem fora da vista de uma delegação religiosa hindu, segundo representantes sindicais.

O episódio ocorreu no fim de semana e levou ao fechamento do monumento na noite de segunda-feira (7), enquanto os funcionários realizavam uma reunião sobre o caso. A situação provocou indignação entre a equipe e críticas de políticos franceses.

No sábado (5), uma delegação de cerca de 100 pessoas ligadas ao grupo hindu BAPS (Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha) fez uma visita privada à Torre Eiffel.

“Enquanto a delegação passava, as mulheres foram solicitadas a deixar seus postos de trabalho para que os homens pudessem ocupar seus lugares”, disse Diane Davoine, representante sindical, à Reuters. “As tensões aumentaram no fim de semana, então, nesta manhã, os funcionários decidiram se reunir: primeiro, para iniciar um diálogo com a administração e, segundo, para garantir que as mulheres nunca mais sejam tratadas dessa forma na empresa”, afirmou.

Na segunda-feira (7), placas na base da torre exibiam a mensagem: “A abertura da Torre Eiffel está atrasada por motivos operacionais”.

Davoine disse que a direção pediu desculpas à equipe pelo ocorrido.

O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, afirmou que uma investigação seria iniciada “o mais rápido possível”. Em uma publicação no X, ele disse estar ciente da indignação dos funcionários e considerou legítima a insatisfação.

 

 

“É urgente que se esclareçam todos os fatos que levaram a esse protesto”, escreveu Grégoire.

A BAPS, que levou representantes à França para participar da inauguração de um templo hindu nos subúrbios de Paris, afirmou em comunicado que a visita à Torre Eiffel foi agendada no início do horário de funcionamento para evitar transtornos aos demais visitantes, devido ao tamanho da delegação.

“Pelo que sabemos, em nenhum momento alguém foi impedido de acessar a Torre Eiffel. No entanto, pedimos sinceras desculpas por qualquer transtorno ou incômodo causado”, afirmou o grupo.

Um porta-voz da SETE, empresa que administra o monumento, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

*Com informações da Reuters

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