A Polícia Federal (PF) apreendeu sete armas de fogo durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Operação Make Up, que apura suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares em um esquema ligado à produção do filme Dark Horse.
A operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (10), em cumprimento de ordens do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, e tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, dona da produtora Go Up.
O arsenal estaria registrado em nome de Frias, mas teria sido apreendido na casa de um advogado do parlamentar. A situação documental ainda precisa ser esclarecida pela PF, pela suspeita de posse irregular.
As imagens demonstram uma movimentação incomum da PF, que parou as viaturas em frente à imprensa e retirou os malotes ainda fora do prédio da superintendência.
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A investigação passou a mirar Frias, um dos produtores do Dark Horse, em março de 2026, quando Dino determinou que o deputado prestasse esclarecimentos sobre suspeitas de irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina.
Agora, a PF apura subcontratações realizadas pelo ICB com recursos públicos sem comprovação da execução dos serviços contratados, além de outras suspeitas na movimentação dos valores. A investigação busca determinar se parte dos recursos acabou beneficiando a produção do filme.
Frias destinou R$ 2 milhões ao ICB por meio de duas emendas, com R$ 1 milhão vinculado a cada um dos dois projetos, ambas de 2024. De acordo com o convênio firmado, uma delas teria sido destinada ao projeto Lutando pela Vida, para aulas de jiu-jitsu em Pirassununga e São Paulo. A outra seria repassada ao projeto Jovem Empreendedor, com o intuito de promover o letramento digital e o empreendedorismo.
O Dark Horse também está nas apurações do caso Master, sob relatoria de André Mendonça. As suspeitas pairam sobre o patrocínio de Daniel Vorcaro, por meio de repasses ao fundo imobiliário Havengate, no Texas, intermediados pela Entre Investimentos, do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”.
Desde o início, Frias nega qualquer irregularidade. O parlamentar classifica a imputação como “puramente especulativa” e defende que o fato de o ICB e a Go Up terem à frente a mesma pessoa não basta para caracterizar uma triangulação ilícita. Ele ressalta que as emendas possuem toda a documentação exigida.

