O “Jornal Nacional” virou o armazém das redes sociais

Estava aqui assistindo às entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos à Presidência e me perguntando há quanto tempo não assistia ao JN. Não lembro da última vez, provavelmente em 2022, e pela mesma razão eleitoral. Salvo a parte da entrevista, certamente não assisti ao restante, como agora.

Será que ainda existem famílias que param tudo para assistir ao Jornal Nacional? Era um horário sagrado. As crianças, proibidas de fazer o menor barulho, o volume da tevê era aumentado consideravelmente; os pais, hipnotizados. Duvido que exista, mas, se houver, espero que saia um Globo Repórter explicando como vivem, onde comem e o que fazem.

Piadinhas nostálgicas à parte, acho intrigante como o outrora mais relevante telejornal do país se deixou ficar encalacrado na tevê aberta. Comparado com o canal de notícias do mesmo grupo, a GloboNews, o JN mal produz os indispensáveis “cortes” para a internet. É por onde a maioria das pessoas se informa hoje, aposto.

Muitos especialistas acham decisivas essas entrevistas na Globo e principalmente o tradicional debate final na emissora. Já foram; hoje, sei lá…