Lula vira votação com anúncios eleitoreiros e militância na rua

Matematicamente eleito com 97,69% das urnas apuradas e 51,74% dos votos válidos neste domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garante mais quatro anos no Palácio do Planalto depois de uma campanha marcada pela polarização com Flávio Bolsonaro (PL). Apesar da impopularidade de seu governo, o petista buscou reverter a desvantagem neste segundo turno por meio do reforço no lançamento de medidas eleitorais e da tentativa de mobilização de apoiadores nas ruas.

Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio, em 4 de outubro, a campanha do PT procurou mudar, entre outros pontos, o eixo de comunicação da disputa. Para isso, parlamentares e governadores eleitos passaram a opinar diretamente nos materiais produzidos para as redes sociais e nas mobilizações organizadas em algumas capitais.

Já na propaganda eleitoral, o próprio Lula usou parte de suas inserções para sugerir que uma eventual troca de governo poderia ter efeitos sobre direitos e programas sociais. Na quinta-feira (22), a três dias da votação, Lula abriu seu horário eleitoral na televisão com um vídeo em que um narrador afirmava que, ao propor um corte de R$ 250 bilhões no orçamento, Flávio iria “triturar” o Brasil.

A peça mencionava possíveis cortes em aposentadorias, programas de proteção às mulheres, no dia adicional de descanso e no Bolsa Família. “Sabe o que você perde com um corte deste tamanho? O pé-de-meia, o remédio da sua mãe, o gás da sua cozinha. Quando ele fala em cortes, você é a despesa que ele quer cortar. Mudança não é isso. Mudar no rumo certo é proteger o que é seu”, disse Lula.