O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na tarde desta quarta-feira (21), que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) “trucou” ao impor condições para a quebra de sigilo, mas que “não tem nenhuma carta boa, só mentira”.
“Essa semana eu pedi para o Flávio abrir sigilo. Hoje ele inventou um monte de mentiras e trucou 6. Eu vou meter um 9 na cara dele amanhã. Ele não tem nenhuma carta boa, só tem mentira. As cartas dele são todas falsas. Eu to com zap, sete copas, espada e ouro. E ainda tenho três de reserva. Ele vai saber o que é um campeão de truco que aprendeu a jogar com o povo mineiro”, disse Lula durante um ato de campanha em Belo Horizonte (MG).
Mais cedo, o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha do petista, afirmou que o mandatário “não se opõe a absolutamente nada” do que foi proposto por Flávio, mas exigiu a contrapartida integral e a inclusão de empresas ligadas a aliados do adversário.
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“E todas as condicionantes que ele [Flávio] colocou, a única resposta que o presidente tem a dizer é que ele não se opõe a absolutamente nada ao que ele está propondo”, disse Santana a jornalistas.
Lula desafiou o adversário para divulgar a quebra de sigilos durante o debate da TV Band, realizado no último domingo (18). Nesta terça (20), o presidente protocolou um pedido ao TSE para que os sigilos dele e de sua família sejam abertos para investigação.
Em resposta, a defesa de Flávio disse que aceitava a quebra dos sigilos, mas impôs novas condições, como a inclusão de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do petista.
A campanha governista classificou a petição do adversário como uma “tentativa de manobra”. Santana disse que Lula “estranhou” a exclusão da empresa Alcazar Holdings da prestação de contas de Flávio no TSE.
Na peça apresentada ao TSE, a defesa do senador registrou expressamente que ele não é sócio, administrador nem beneficiário da holding, justificando a não apresentação de seus extratos bancários.
Segundo Santana, a offshore Alcazar Holdings tem como sócio único o advogado Willer Tomaz, descrito como amigo próximo do senador. Ambos são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro.

