Gilmar Mendes quer proibir policiais e militares em gabinetes do STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), protocolou neste sábado (5) uma proposta de emenda ao regimento interno da Corte para impedir que militares das Forças Armadas e servidores das carreiras policiais sejam cedidos para atuar nos gabinetes dos ministros.

A proposta, apresentada ao presidente do STF, Edson Fachin, e formalizada neste sábado, prevê a inclusão de um novo parágrafo no artigo 357 do regimento interno. Pelo texto, ficaria proibida a nomeação ou designação de militares e policiais, ainda que licenciados ou cedidos, para cargos em comissão ou funções comissionadas nos gabinetes dos ministros.

A restrição alcançaria integrantes das Forças Armadas e das carreiras policiais previstas no artigo 144 da Constituição. Estão incluídos policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais civis e militares dos estados, bombeiros militares e policiais penais federal, estaduais e distrital.

A proposta, no entanto, faz uma ressalva para atividades de segurança. Ou seja, a medida não impediria que policiais e militares continuassem atuando no STF para garantir a segurança dos ministros, servidores e das instalações da Corte.