Flávio aposta na memória de Bolsonaro para mobilizar eleitorado

Na largada oficial da campanha presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) aposta na memória política de Jair Bolsonaro para mobilizar o eleitorado e enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador tenta se apresentar como o sucessor escolhido pelo pai, retomando símbolos e formatos associados ao ex-presidente e recorrendo a locais que marcaram sua trajetória política, como Copacabana, no Rio de Janeiro, e Juiz de Fora (MG), onde Jair Bolsonaro sofreu uma facada em 2018.

A estratégia busca transformar a identificação de Flávio com o pai em demonstração de força da militância de direita nas ruas. A campanha prevê ainda a retomada das motociatas e das lives semanais, formatos que se tornaram marcas do governo Jair Bolsonaro.

Em outra frente, também pretende explorar a ausência de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, como parte do discurso eleitoral. Em Copacabana, onde deu início à campanha no último domingo (16), Flávio afirmou que aceitou a missão de disputar a Presidência dada pelo pai e disse ter convicção de que existe “um propósito de Deus” para o país. Em outro momento, resumiu a dificuldade de sucedê-lo: “É difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé.”

“E a gente está aqui hoje, ocupando a rua, a gente está em um lugar onde o atual presidente da República não pode pisar porque é alguém odiado pelo povo. É o presidente da República que está deixando de legado o sofrimento, a perseguição, a incompetência e a corrupção”, disse Flávio em seu discurso.