Eleição de novo presidente do Senado já movimenta candidatos

Antes mesmo de uma nova composição do Senado ser ditada pelas eleições de 2026, candidatos ao comando da Casa já se articulam por apoios. Davi Alcolumbre (União-AP), Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS), Renan Calheiros (MDB-AL) e Arthur Lira (PP-AL) saíram na frente dessa briga.

Nesse campo de batalha, Alcolumbre sai com vantagens de ter a máquina, extensa teia de relações parlamentares e conexões com outros Poderes. Reeleito senador em 2022, seu mandato na Presidência do Congresso teve início em fevereiro de 2025 e acabará em 1º de fevereiro do próximo ano, quando o plenário elegerá a Mesa Diretora do período 2027-2029.

A nova legislatura abre caminho regimental para Alcolumbre tentar seguir no posto. Mas o cenário será diferente de 2025, quando obteve 73 dos 81 votos. Se a expansão conservadora se confirmar, ele terá de construir um acordo com a esquerda e o Centrão e oferecer benesses aos novos senadores.

Seu maior ativo recente foi mostrar capacidade de controlar a agenda e enfrentar o Palácio do Planalto. A rejeição de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF), por 42 votos a 34, foi a primeira derrota de uma indicação à Corte desde 1894.