Dino reconhece crise no STF e defende “seguir julgando”

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino usou as suas redes sociais para comentar pela primeira vez sobre a crise deflagrada pelas mensagens de Daniel Vorcaro atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. O sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) foi derrubado pelo ministro André Mendonça e deflagrou um novo capítulo na crise de credibilidade da Corte, que agora já conta com uma investida em sentido oposto (entenda mais abaixo).

O ministro inicia embasando seu posicionamento com sua trajetória de 37 anos no serviço público, e cita a pandemia de Covid-19 como um exemplo de crise profunda que já vivenciou. Ao longo de seis parágrafos, menciona quatro personalidades da Bíblia, incluindo Jesus, além de uma frase do filósofo romano Cícero: “cedam as armas à toga”.

Para Dino, há três elementos para lidar com a crise: a “consulta aos clássicos”, a disposição a ouvir e o tempo. Para o ministro, é necessário “seguir julgando” para “fazer com que a toga fale mais alto do que as armas ou eventuais gritos de hipócritas”.

“A Era da Superficialidade, fruto inclusive de um efeito manada, pode conduzir a tragédias. Lembremos as chacinas, os golpes de Estado, as guerras; tudo isso sempre está logo ali na esquina”, argumenta.