Descobertas antigas da humanidade agora estão ganhando vida novamente com uma técnica da Nasa utilizada para manipular fotos de satélites

Uma técnica de processamento de imagens desenvolvida pela Nasa permitiu revelar estruturas antigas em fotos de satélite que antes passavam despercebidas. A agência espacial divulgou um comparativo de “antes e depois” nesta terça-feira (8).

O registro compara o local antes e depois da aplicação do DStretch, técnica de descorrelação que intensifica os contrastes em imagens digitais. O método foi utilizado em registros da Caverna de San Borjitas, em Baja California, no México.

Descobertas no sul da Califórnia

No alto da torre central do antigo templo cambojano de Angkor Wat, localizado no Camboja, pinturas que retratam cavaleiros e um conjunto musical tradicional passaram despercebidas por milhares de visitantes devido à imagem desbotada.

As obras foram descobertas entre 2010 e 2012, juntamente com cerca de 200 outras pinturas espalhadas pelo complexo, por um arqueólogo que utilizou um método desenvolvido no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, no sul da Califórnia.

A arte rupestre e a criação do método DStretch

O entusiasta de arte rupestre Jon Harman, conheceu o método em 2005, quando viu imagens da Nasa que retratavam a superfície de Marte com e sem a aplicação da técnica. O profissinal, já aposentado, compreendeu a importância da técnica para o estudo de imagens antigas e desbotadas.

Ele também trabalhava com imagens médicas. “Pesquisei no Google e encontrei um artigo da Nasa que explicava como fazer o algoritmo”, disse ele. “Eu sabia, pela minha experiência com imagens médicas, que conseguiria fazer isso, então fiz.”

Harman criou seu plug-in para uso com o ImageJ, um programa de código aberto desenvolvido pelos Institutos Nacionais de Saúde. Segundo o entusiasta, ele atende cerca de 200 solicitações de DStretch por ano.

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