De Tolstói a C. S. Lewis: 5 livros indicados por Scarpa, jogador do Galo

O meio-campista do Atlético-MG, Gustavo Scarpa, é um leitor voraz e viralizou recentemente ao compartilhar uma resenha do livro “A Morte de Ivan Ilitch”, de Liev Tolstói. O vídeo já soma mais de 575 mil visualizações no YouTube.

A indicação do jogador fez as buscas pela obra dispararem e o clássico da literatura russa passou a ocupar o primeiro lugar entre os mais vendidos da Amazon no Brasil.

As indicações de Scarpa, no entanto, não começaram agora. O atleta compartilha impressões sobre suas leituras desde 2018 no Instagram. A novidade são as resenhas mais longas no YouTube.

As leituras do jogador variam de clássicos da literatura brasileira, russa, americana e francesa até histórias infantojuvenis, como “Harry Potter”, de J.K. Rowling, e “A Árvore Generosa”, de Shel Silverstein, e motivacionais, como “Nunca Desista dos seus Sonhos”, de Augusto Cury.

Nas redes sociais, ele já declarou não gostar muito das obras de William Shakespeare, ser “Potterhead” e fãs dos livros de Dostoiévski e Tolstói.

Veja abaixo cinco livros indicados por Gustavo Scarpa ao longo dos anos.

Livros indicados por Gustavo Scarpa

  • “O Senhor das Moscas”, de William Golding

Listado pela BBC como um dos 100 livros que mudaram o mundo, Scarpa destacou que a obra é “infinitamente melhor” que a adaptação cinematográfica de 1990. A trama acompanha um grupo de meninos britânicos presos em uma ilha desabitada e sua tentativa desastrosa de se autogovernar.

Nas redes sociais, o meio-campista do Atlético-MG escreveu: “Talvez exista um monstro… pode ser a gente. Puts, bom demais”. Já em uma resenha no YouTube, observou como a ausência de regras e adultos fez com que garotos propensos ao mal se sentissem à vontade para agir de forma cruel e libertar seus piores instintos.

“O Senhor das Moscas” foi lançado em 1954 e o autor William Golding ganhou o Prêmio Nobel em 1983.

  • “A Noite”, de Elie Wiesel

Esse é o livro da resenha mais recente de Scarpa. O jogador definiu o livro como uma leitura “muito impactante”, rápida de ler, mas de conteúdo “visceral” sobre o nazismo. Ele refletiu sobre como a maldade descrita no livro beira o inacreditável e entende por que, no início da história, as próprias vítimas não conseguiam acreditar no que estava prestes a acontecer.

Lançado em 1958 por Elie Wiesel, “A Noite” retrata sua passagem por campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. O autor, na época um menino de 14 ou 15 anos, é separado da mãe e da irmã e conta o que viu e viveu nos campos com o pai: mortes, execuções, torturas e sofrimentos.

  • “Carta ao Pai”, de Franz Kafka

Depois de ler “O Processo” e “A Metamorfose”, Scarpa se aventurou em mais uma história de Kafka, chamando de “diferenciado”. Nas redes sociais, ele compartilhou uma passagem do livro, dizendo que é algo que ele sempre pensou, mas nunca soube expressar.

“É sobretudo um curioso equívoco tu acreditares que nunca me submeti à tua vontade. ‘Sempre do contra, em tudo’ está longe de ser meu princípio de vida diante de ti, conforme acreditas e do que me acusas. Pelo contrário: se eu tivesse obedecido menos, tu por certo estarias muito mais satisfeito comigo. O fato é que as tuas medidas educativas acertaram o alvo; não me esquivei a nenhuma investida da sua parte. Assim como sou o resultado da sua educação, sou o resultado da tua educação e da minha obediência. Que esse resultado, mesmo assim, seja penoso para ti, que tu inclusive te recuses inconscientemente a reconhecê-lo como produto da tua educação”, diz o trecho.

Lançada em 1919, “Carta ao Pai” é uma publicação de uma carta que Kafka escreveu para seu pai, mas que nunca chegou a ser enviada.

  • “Deus no Banco dos Réus”, de C.S. Lewis

Scarpa já disse que C. S. Lewis é um de seus autores preferidos. Ele já compartilhou impressões sobre vários livros do escritor irlandês, como “Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz”, “Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, “Os Quatro Amores” e mais.

Sobre “Deus no Banco dos Réus”, Scarpa disse ser “um livro pesado”, mas compartilhou um trecho que gostou: “Podemos ter certeza de que, assim como há algo nos demais que constantemente frustra nossos melhores esforços, existe algo em nós igualmente fatal que está sempre frustrando os esforços alheios.”

O livro é uma coletânea de ensaios de C. S. Lewis sobre questões teológicas e éticas, explorando a união indissolúvel entre o natural e o sobrenatural na perspectiva cristã.

  • “Flores para Algernon”, de Daniel Keyes

Compartilhada há alguns dias, Scarpa deu suas impressões sobre o livro nas redes. “Baita livro. Triste demais”.

A obra, publicada em 1959, é escrita em formato de relatos marcados por uma marcante evolução gramatical e cognitiva. Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual que passa por uma cirurgia revolucionária para multiplicar seu QI. Ao ultrapassar até mesmo a inteligência dos médicos responsáveis pelo experimento — o mesmo aplicado com sucesso no rato Algernon —, Charlie abandona a inocência de seu mundo particular para encarar uma realidade crua,


 

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