Brasil vai às urnas com eleição mais acirrada de todos os tempos

A diferença de apenas 1,87 ponto percentual entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação do primeiro turno tornou a disputa para presidente nesta eleição de 2026 na mais acirrada desde a redemocratização. E deixa no ar um grau de imprevisibilidade em relação ao resultado de domingo (25), quando os brasileiros vão novamente para as urnas. Dessa vez para, definitivamente, escolher o próximo chefe do Palácio do Planalto.

Pouco mais de 2,2 milhões de votos separaram os dois candidatos há três semanas. Desde a eleição de 1989, nunca um primeiro turno havia sido tão disputado. O mais próximo disso foi no pleito anterior, entre Lula e Jair Bolsonaro, quando o petista avançou à segunda parte com 5,23 pontos percentuais de vantagem.

A distância entre Flávio e Lula pode até parecer pequena em termos percentuais, mas a possibilidade de uma virada não é tão simples assim. O próprio histórico das eleições presidenciais mostra isso. Até hoje, ninguém que saiu atrás conseguiu virar e terminar a disputa na frente.

Nas três vezes em que foi eleito, Lula passou para o segundo turno na frente dos adversários e administrou a vantagem na volta final. Foi assim em 2002 contra José Serra, em 2006 contra Geraldo Alckmin e em 2022 contra Jair Bolsonaro. Mas contra o pai do atual adversário, o petista viu a diferença praticamente evaporar. Ele perdeu 3,43 pontos de vantagem de um turno para o outro.