Augusto Cury propõe método SOFT e gestão da emoção para a educação

O candidato à presidência Augusto Cury (Avante) apresentou um plano de governo focado em transformar a educação brasileira por meio do método SOFT. Em Brasília, neste mês de setembro de 2026, o presidenciável defende que o aprendizado deve priorizar a inteligência emocional e o protagonismo do aluno, buscando solucionar a crise de desempenho escolar evidenciada em avaliações internacionais.

Como funciona o método SOFT proposto para as salas de aula?

O método SOFT, criado pelo próprio Augusto Cury, sugere uma mudança profunda na forma como os professores dão aula. Em vez de focar apenas na memorização e na repetição de conteúdos, o objetivo é despertar a curiosidade e a dúvida inteligente nos alunos. Na prática, o professor deixa de ser um transmissor de informações e passa a ser um mediador que incentiva debates, a criatividade e a resolução de problemas. O plano prevê que o elogio seja direcionado não apenas para quem acerta a resposta, mas para quem participa, coopera e tenta criar algo novo durante as atividades.

Quais são os principais pilares da nova grade curricular sugerida pelo candidato?

A proposta de Cury para os currículos escolares brasileiros gira em torno de três eixos fundamentais: gestão da emoção, educação financeira e empreendedorismo. A ideia é que esses temas ajudem o estudante a desenvolver equilíbrio psicológico para enfrentar desafios, aprender a tomar decisões econômicas responsáveis e identificar oportunidades para abrir o próprio negócio no futuro. No caso do ensino médio, o plano defende que o foco saia um pouco da preparação exclusiva para o vestibular e se volte para o ensino técnico e profissionalizante, ajudando o jovem a construir projetos de vida reais.

De que maneira o plano pretende lidar com as baixas notas em leitura e matemática?

Apesar do foco no lado emocional, o projeto também prioriza a alfabetização na idade certa como uma estratégia para o desenvolvimento social do país. No entanto, o plano de Cury gera discussões por seguir uma linha pedagógica similar à de Paulo Freire, que valoriza o protagonismo do aluno. Essa abordagem é o oposto do modelo de ‘instrução direta’, onde o professor ensina de forma explícita. Estudos internacionais indicam que métodos estruturados trazem ganhos rápidos em áreas básicas, enquanto o plano de Cury aposta que o desenvolvimento intelectual depende mais da reflexão do que do conteúdo.