a ditadura da toga trapaceia por Lula

Em 1989, o Brasil saía de 21 anos de regime militar e realizava o primeiro debate presidencial livre da história. Em 2026, o país teve o primeiro debate presidencial cancelado por decisão judicial. A ironia é tão brutal que dói.

A história é simples e absurda. A Globo organizou o último debate antes do primeiro turno, com regras previamente acertadas e assinadas por todos os partidos, inclusive o PT. Estava previsto que, caso um candidato faltasse, seu púlpito permaneceria vazio no cenário, com uma placa identificando seu nome. Lula já havia avisado que não compareceria. Em vez disso, escolheu participar do Flow Podcast, no mesmo horário.

Então, a ministra Estela Aranha, do TSE, atendeu ao pedido da campanha do presidente e proibiu a emissora de mostrar o púlpito vazio. Também proibiu que os candidatos presentes fizessem perguntas dirigidas a ele. A justificativa foi a de que a cadeira vazia “transcenderia a simples informação ao eleitorado”. Ou seja: o eleitor não poderia ver que o presidente não comparecera.

O currículo da ministra é o ponto central. Formada pela USP, onde Moraes seria “Deus”, pesquisadora do IDP, instituição ligada a Gilmar Mendes, secretária de Flávio Dino no Ministério da Justiça e assessora especial de Lula, indicada por Rui Costa, ela também foi indicada ao TSE pelo próprio presidente. Agora, circula um vídeo de 2022 em que ela defende o voto em Lula no segundo turno. Uma militante petista estaria decidindo as regras do debate do qual seu chefe não participaria.