Monumentos antigos e históricos normalmente são envoltos em mistérios. A Abadia de Westminster, igreja localizada em Londres integrada à sede do Parlamento Britânico, não é uma exceção. Nesta quarta-feira (21), o site oficial da Abadia noticiou que a identidade de um esqueleto encontrado em um sarcófago nos jardins do local há mais de 150 anos está muito próxima de ser revelada.
Uma nova pesquisa realizada pelo arqueólogo consultor da Abadia, Warwick Rodwell, e publicada no Journal of the British Archaeological Association, conclui que os ossos pertenciam a um monge medieval de alta patente.
Rodwell acredita que o candidato mais provável seja Aelfwig, que serviu como abade (superior religioso que administra a abadia) do mosteiro beneditino medieval e morreu por volta de 1020. Outra possibilidade é o sucessor de Aelfwig, Wulnoth, que morreu em 1049 e que estudiosos presumem estar enterrado na Abadia.
Outra pista que sugere que o esqueleto pertencia a um abade reside no fato de o ocupante ter sido “homenageado” com um sepultamento em um “belíssimo sarcófago”. O caixão de madeira foi colocado dentro do sarcófago de pedra e a tampa foi então esculpida novamente para apresentar uma cruz latina.
James Young Langthorne, especialista em ossos humanos da PCA (Pre-Construct Archaeology), empresa que presta consultoria e serviços de arqueologia e patrimônio do Reino Unido, determinou que o homem faleceu quando tinha entre 35 e 49 anos e cerca de 1,75 m de altura.
Essa estimativa difere de uma avaliação feita no século XIX, que sugeria tratar-se de um “jovem robusto”, com cerca de 1,70 m de altura e no máximo 30 anos de idade.
Uma amostra óssea também foi enviada ao Centro de Pesquisa Ambiental das Universidades Escocesas para datação por carbono. Os resultados indicaram que os ossos datam de 987 e 1052 d.C., confirmando que a reutilização do sarcófago e a remodelação da tampa ocorreram no final do período saxão.

