Experimentei um pouco desse futuro depois de passar cerca de uma semana com o novo telefone dobrável que a Apple forneceu à CNN Internacional para testes.
O iPhone Duo se tornou meu tablet para assistir à Netflix, um despertador de cabeceira à noite, uma tela extra para assistir futebol no domingo, um monitor em miniatura quando conectado ao meu teclado Bluetooth e uma câmera com tripé embutido.
Mas houve muitas outras vezes — talvez até mais — em que me frustrei porque os aplicativos não funcionavam como deveriam, já que os desenvolvedores ainda não os atualizaram. E apesar da abordagem “simplesmente funciona” da Apple, o iPhone Duo exige um período de adaptação.
Embora o software do iPhone Duo certamente parecesse muito mais fluido e suave do que as alternativas para Android, muitos de seus recursos principais já estão disponíveis em celulares Samsung ou Google há anos.
O iPhone Duo representa a maior mudança que a Apple fez no iPhone em seus quase 20 anos de história.
Ele possui uma tela externa de 5,4 polegadas que, ao ser desdobrada, revela uma tela interna de 7,6 polegadas. Fechado, o iPhone Duo lembra um passaporte, porém visivelmente mais grosso e pesado. Aberto, ele se assemelha a um iPad Mini mais fino e compacto.
Uma das perguntas mais frequentes que recebo sobre o iPhone Duo é se a dobra da tela é visível. A resposta, acredite ou não, é não. A dobra é quase imperceptível ao usar aplicativos ou navegar pela tela inicial, e mal a sinto ao deslizar o dedo na tela.
O formato não convencional do iPhone Duo permite que ele faça coisas que você não conseguiria fazer tão facilmente com um telefone comum. Abra-o como uma tenda ou apoie-o como um livro com a tela bloqueada, e o visor se transformará em um relógio de cabeceira, porta-retratos digital ou calendário.
Alguns aplicativos, como a câmera e o Apple Fitness Plus, serão exibidos na parte superior da tela quando dobrado ao meio como um laptop — mas isso depende se os desenvolvedores programaram seus aplicativos para funcionar dessa forma.

