Flávio amplia exigências para abrir sigilos e cobra dados de Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ampliou as exigências para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico na noite desta quarta-feira (21), depois que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aceitou as condições apresentadas inicialmente pelo candidato do PL.

Na nova lista, com 19 pedidos protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio detalhou cobranças sobre empresas ligadas aos filhos de Lula, contatos do governo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas citadas em investigações sobre fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A primeira rodada de exigências incluía a divulgação de informações do Instituto Lula, de seu diretor, Paulo Okamotto, do ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e dos gastos do cartão corporativo da Presidência, incluindo despesas da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Flávio também cobrava registros de visitantes do Palácio do Alvorada.

Na tarde de quarta-feira, o coordenador da campanha petista, Camilo Santana (PT-CE), afirmou que Lula não se opunha às condições apresentadas pelo adversário e que formalizaria a resposta no TSE na quinta-feira (22), às 11h.