As mortes de motociclistas no trânsito da cidade de São Paulo aumentaram 41% entre janeiro e setembro de 2015 e o mesmo período de 2026, passando de 269 para 379 registros. No sentido contrário, as mortes de pedestres caíram 34%, de 357 para 236, segundo os dados do Infosiga.
Em 2015, os pedestres eram o grupo com mais mortes no trânsito, à frente dos motociclistas. Em 2026, a situação se inverteu: os motociclistas passaram a representar quase metade dos registros, com 379 das 782 mortes contabilizadas entre janeiro e setembro.
Apesar do aumento entre motociclistas, o total de mortes no trânsito na capital caiu cerca de 7% na comparação entre os dois períodos, de 841 em 2015 para 782 em 2026. A redução geral, portanto, não se refletiu em todos os grupos de usuários das vias.
Mortes de motociclistas avançam desde 2020
A série mostra que os registros de mortes de motociclistas cresceram nos últimos anos. Em 2020, foram 225 casos na capital paulista entre janeiro e setembro. Em 2026, o número chegou a 379, uma alta de aproximadamente 68%.
O avanço também aparece na comparação mais recente: os registros passaram de 364, em 2025, para 379, em 2026, crescimento de 4% no mesmo intervalo do ano.
Já entre pedestres, houve redução de 292 mortes nos nove primeiros meses de 2025 para 236 no mesmo período de 2026, queda de aproximadamente 19%.
Estado de São Paulo registra queda no total
No estado de São Paulo, o total de mortes no trânsito entre janeiro e setembro caiu de 4.735, em 2015, para 4.425, em 2026, uma redução de cerca de 6,5%.
Os dados também apontam crescimento das mortes de motociclistas no estado. Em 2015, o número informado era de aproximadamente 1,4 mil. Em 2026, chegou a cerca de 2 mil.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

