O que preocupa nas eleições é o STF, não suposta interferência de Trump

Diante do acirramento da disputa com Flávio Bolsonaro, que pode levar o presidente Lula a uma derrota histórica na tentativa de reeleição para seu quarto mandato, a usina de geração de narrativas do Palácio do Planalto e do PT começou a preparar o terreno para uma possível contestação do resultado do pleito no tapetão, caso o revés do petista se confirme.

Nos últimos dias, sem qualquer prova, Lula e o PT deflagraram uma ofensiva contra uma suposta interferência estrangeira que estaria ocorrendo no processo eleitoral brasileiro, mais especificamente por parte do presidente americano, Donald Trump, com o objetivo de beneficiar Flávio nas urnas.

Como uma orquestra bem ensaiada, a operação lulopetista envolveu ações coordenadas em várias frentes. Em apenas uma semana, a narrativa da interferência externa, que era uma pauta secundária na campanha, resumida às bravatas ocasionais de Lula para Trump “não se meter” nas eleições e distante do protagonismo assumido pela tal da “soberania nacional”, tornou-se uma questão proeminente no debate eleitoral e ganhou o mundo.

A armação começou com o vazamento de um “relatório reservado ”produzido pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), dirigida desde 2023 por Luiz Fernando Corrêa, delegado aposentado da Polícia Federal e homem de confiança de Lula, que foi diretor-geral do órgão em seu primeiro mandato e secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça no segundo mandato.