CNJ debate venda de precatórios

A possibilidade de esperar anos pelo pagamento de uma dívida reconhecida pela Justiça ou antecipar o recebimento por meio da venda desse direito está no centro de uma discussão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que debate parâmetros nacionais para a cessão de créditos de precatórios.
A cessão é a operação em que o credor transfere a um terceiro, com desconto, o direito de receber do poder público.

O tema ganhou relevância diante dos horizontes de pagamento que, em alguns casos, avançam por décadas e das mudanças promovidas pela Emenda Constitucional 136/2025.

No Paraná, um exemplo apresentado durante o debate chama a atenção. Segundo levantamento do Instituto Sul Brasileiro de Precatórios (ISBP), com base em plano de pagamento homologado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, o município de Porecatu tem horizonte de quitação do estoque de precatórios projetado para 2043.

Para quem tem um precatório a receber, os prazos podem colocar diferentes alternativas em discussão: aguardar a ordem de pagamento, aderir a acordos diretos quando oferecidos pelo poder público ou vender o crédito a terceiros, mediante desconto.