Polônia, o coração heroico da Europa

Há algo de especial na Polônia. Mas isso não tem nada de especialmente extraordinário, porque há algo de especial em cada nação. Cada nação é uma manifestação cultural única da herança coletiva compartilhada por um povo. Cada nação é uma flor bela e singular no jardim multicultural de Deus. É por isso que o objetivo globalista de impor uma única marca monocultural a todos os povos do mundo é um crime contra a humanidade, um crime contra a diversidade cultural em todo o seu múltiplo esplendor.

E, no entanto, apesar disso, ainda há algo de especial na Polônia, algo que vai além de sua mera singularidade como manifestação de uma cultura. Pode-se dizer que a Polônia não é apenas especial, mas especialmente especial, ou extraordinariamente singular. Por que isso acontece? O que torna a Polônia tão singular?

Irônica ou paradoxalmente, seu lugar singular no jardim das nações pode ser comparado ao lugar singular da Inglaterra, tal como expresso por William Shakespeare nas palavras que coloca nos lábios de João de Gante:

“Esta pedra preciosa, colocada num mar de prata
que lhe faz as vezes de muro intransponível
ou de fosso que lhe defende a casa
contra a inveja das terras menos fartas;
este solo bendito, este torrão, esta Inglaterra…”
(tradução de Carlos Alberto Nunes)