Ministros do STF se preparam para julgar futuro de Moraes

A sessão extraordinária do STF marcada para a manhã da próxima terça-feira (15) promete explicitar a divisão que as decisões monocráticas de ministros e os acordos internos esconderam por anos. O plenário julgará a abertura da investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e, por tabela, definirá quais são os limites do seu próprio poder. Até seu início, paira no ar o duelo de ruptura e acomodação.

Relator do caso Master, André Mendonça se deparou com evidências de crimes associados ao colega Moraes, os tornou públicos e os submeteu ao colegiado. Mais adiante, afastou a cúpula da PF, com apoio de Luiz Fux e Nunes Marques na Segunda Turma. O trio deve seguir junto nos próximos passos.

A decisão do presidente Edson Fachin de retirar de André Mendonça a relatoria da Petição 16.662 e assumir o caso altera o rito da sessão. O presidente do STF passa a controlar o processo que levará ao plenário as mensagens de Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes, as lendo ao vivo, enquanto suspende outras apurações ligadas ao Master e ao INSS.

O movimento reduz o poder de Mendonça sobre a condução imediata do caso, mas também amplia a responsabilidade política e institucional de Fachin. O temor é que a tentativa de centralizar a crise seja interpretada como intervenção destinada a controlar seu alcance.