O Papa Leão XIV recordou as vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 no domingo e renovou seu apelo pela paz em meio a conflitos e violência ao redor do mundo. Falando em inglês após rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro em 13 de setembro, o papa relembrou o 25º aniversário dos ataques, que foi observado dois dias antes.
“Dois dias atrás marcou o 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos da América. Renovo minhas orações por aqueles que perderam suas vidas e por aqueles que continuam a carregar as feridas daquele dia trágico. Em um momento em que conflitos e violência afligem tantos de nossos irmãos e irmãs, convido a todos a rezarem para que o Senhor conceda seu dom de paz ao mundo”, disse ele.
Continuando em italiano, Leão afirmou que a memória da tragédia deve estimular um compromisso renovado com a paz, sobretudo através da oração confiada à intercessão da Virgem Maria.
O papa então saudou os romanos e peregrinos reunidos na praça, incluindo grupos do Brasil e de outros países, peregrinos que haviam viajado de Assis pelo Caminho de São Francisco, e motociclistas reunidos em apoio à paz e à vida.
Anteriormente, em sua reflexão antes do Angelus, Leão focou no Evangelho dominical e no significado cristão do perdão, recordando que Cristo ensinou o perdão e testemunhou isso até mesmo na cruz, quando rezou ao Pai por seus perseguidores.
Refletindo sobre a pergunta de Pedro a Jesus sobre quantas vezes ele deveria perdoar alguém que peca contra ele, o papa observou que a sugestão de Pedro de sete vezes já indicava abundância, uma vez que o número sete simboliza plenitude nas Escrituras. Jesus, no entanto, foi além, dizendo-lhe para perdoar “70 vezes sete” — sem limite ou medida.
Leão então recordou a parábola do servo cuja enorme dívida foi perdoada por seu senhor, mas que se recusou a mostrar a mesma misericórdia a um companheiro servo que lhe devia muito menos.
“Todas as coisas nos são dadas por Deus por puro amor, e nenhum de nós pode alegar ser perfeito ao responder a tal bondade. Por essa razão, a gratuidade — que é a fonte de nossa existência — é também a melhor regra para nossa vida em comum”, disse o papa.
“Experimentamos isso todos os dias. O perdão é indispensável, e sem ele, não podemos viver em paz.”
Sem o perdão, Leão advertiu, conflitos, acusações, ressentimentos e atos de vingança eventualmente surgem, destruindo relacionamentos, dividindo famílias e desencadeando guerras.
“Somente o perdão nos liberta e restaura a luz, mesmo onde a pobreza material e moral humana obscureceu o horizonte e tornou o caminho incerto. O perdão, como uma brisa suave, varre até as nuvens mais espessas até que o sol brilhe novamente”, disse ele.
O papa também apontou para a própria experiência de perdão de São Pedro depois de negar e abandonar Jesus durante a Paixão. Quando Pedro encontrou o Cristo ressuscitado na margem do Mar da Galileia, Jesus lhe perguntou apenas se ele o amava e mais uma vez o chamou para segui-lo.
Leão disse que o amor que perdoa e cura confirmou Pedro em sua missão como o primeiro dos apóstolos.
Concluindo sua reflexão, o papa pediu à Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, que ajude os cristãos a perdoar mesmo quando dar o primeiro passo é difícil, e a espalhar a luz curadora de um amor que supera o ódio e desarma o ressentimento.
©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Pope Leo XIV remembers 9/11 victims, calls for peace and forgiveness https://www.ewtnnews.com/vatican/pope-leo-xiv-remembers-9-11-victims-calls-for-peace-and-forgiveness

