Endividamento das famílias torna a crise fiscal mais perigosa

Um sinal recente indica que o ajuste fiscal no Brasil começou antes mesmo do resultado das urnas em outubro. No último mês, o Congresso aprovou uma lei complementar que reduz em aproximadamente R$ 10 bilhões a previsão de crescimento de despesas obrigatórias, incluindo despesas com saúde. A avaliação é de Silvio Cascione, chefe da consultoria de risco político Eurasia no Brasil, em entrevista à Gazeta do Povo durante o evento “Money Week 2026″*, realizado em Balneário Camboriú (SC) no fim de agosto.

“Isso antecipa uma parte do ajuste que deve ser feito no ano que vem”, afirmou. Segundo ele, ministros e lideranças do governo discutem um pacote adicional de medidas, que deve complementar o que foi feito em 2024, mas a falta de detalhamento preocupa o mercado.

“É provável que essas medidas ainda sejam debatidas depois das eleições, também em função da composição do Congresso. Cada minuto conta. Quanto mais tempo passar sem o anúncio dessas medidas, mais caro ficará o ajuste no futuro”.

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