Atos pedem fora Moraes e apoiam André Mendonça

Nesta segunda-feira, 7 de setembro de 2026, atos realizados na Avenida Paulista, na Esplanada dos Ministérios e em outras 14 cidades brasileiras pediram o afastamento do ministro Alexandre de Moraes do STF. Os protestos ganharam um novo fôlego com o apoio popular à atuação do ministro André Mendonça, que preside investigações envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Qual foi a principal pauta das manifestações neste 7 de Setembro

Os atos deste ano focaram no apoio ao ministro André Mendonça, visto pelos manifestantes como a figura capaz de contestar os excessos de Alexandre de Moraes. Enquanto pautas anteriores focavam em críticas generalizadas ao STF ou ao governo, o movimento atual concentrou-se em mensagens a favor da atuação de Mendonça. Na Avenida Paulista, o ministro ganhou até um boneco inflável. O sentimento geral é de que, pela primeira vez, Moraes encontrou um desafiante no Judiciário com disposição e poder constitucional para agir em pé de igualdade, expondo fragilidades do colega de Corte.

Por que a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro virou alvo de críticas

Recentemente, vieram a público mensagens que demonstram intimidade entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O caso é central nas críticas porque envolve um contrato entre o banco de Vorcaro e a esposa de Moraes, Viviane Barci. Durante os discursos na Avenida Paulista, organizadores como o pastor Silas Malafaia citaram essa relação como uma prova de suposta compra de influência e poder. Esse imbróglio está sob análise em uma investigação presidida por André Mendonça, o que aumentou a tensão entre os ministros e alimentou os pedidos de impeachment contra Moraes.

Como a proximidade das eleições influenciou a participação de políticos nos atos

Com as eleições presidenciais de 2026 próximas, candidatos utilizaram os atos para marcar posição contra o STF. Flávio Bolsonaro (PL) adotou um tom incisivo na Paulista, prometendo indicar cinco ministros caso seja eleito, afirmando que Moraes irá cair. Romeu Zema (NOVO) divulgou vídeos críticos e usou painéis com a frase “Chega de Intocáveis”. Outros candidatos, como Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), também participaram de mobilizações. Até o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, distribuiu camisetas de apoio a Mendonça, sinalizando uma postura mais combativa contra Moraes.