Novo terminal de cruzeiros em Itajaí terá investimento de R$ 300 milhões

A Antaq estabeleceu a construção de um terminal definitivo de cruzeiros como obrigação para a nova concessão do Porto de Itajaí, em Santa Catarina. Com investimento previsto de R$ 300 milhões, a estrutura deve ser entregue até o sexto ano de operação da futura concessionária. O projeto visa consolidar a cidade como um polo de embarque e desembarque capaz de receber os maiores navios do mundo.

Como será a estrutura do novo terminal planejado para Itajaí?

O projeto prevê um complexo moderno com três pisos e cerca de 30 mil metros quadrados de área construída. Um dos grandes diferenciais é o cais contínuo de 424 metros, planejado especificamente para suportar navios da classe Oasis, que são os maiores transatlânticos em operação no mundo. A área escolhida é o Centro Comercial Portuário, local que já abriga estruturas provisórias durante as temporadas de verão. O investimento total na obra é estimado em R$ 300 milhões, integrando um pacote maior de R$ 2,6 bilhões que a futura concessionária deverá investir no porto ao longo de 25 anos.

Qual é a importância econômica atual da atividade de cruzeiros para a cidade?

Mesmo sem um terminal definitivo, Itajaí já apresenta números expressivos, sendo o segundo porto do Brasil em movimentação de passageiros, atrás apenas de Santos. Na temporada 2025/2026, a cidade movimentou mais de 169 mil pessoas em 37 escalas. A Secretaria de Turismo estima que o impacto financeiro direto na última temporada tenha ficado entre R$ 40,9 milhões e R$ 56,5 milhões. Especialistas acreditam que, com uma estrutura permanente e alfandegada, esse valor pode ultrapassar os R$ 100 milhões, já que cada passageiro gasta, em média, entre 80 e 120 dólares nas cidades onde desembarca.

Como o novo terminal afetará o turismo em Balneário Camboriú e Porto Belo?

Diferente das cidades vizinhas, que recebem navios apenas para escalas rápidas de passeio, o terminal de Itajaí funcionará como um porto de embarque e desembarque oficial. Isso cria um efeito de cooperação regional em vez de disputa. Enquanto Itajaí foca na logística de início e fim de viagem, Balneário Camboriú pode absorver a demanda por hotelaria, gastronomia e lazer, e Porto Belo se destaca pelas belezas naturais. A ideia é destravar um fluxo turístico internacional que beneficie toda a rede de serviços catarinense, transformando a rápida passagem do cruzeirista em uma estada completa na região.