Fiat Coupé: conheça a história do clássico esportivo italiano

O Fiat Coupé é um daqueles carros sem meio termo: ame-o ou odeie. Mas principalmente: não tem como passar incólume ante suas linhas insinuantes e esportivas.

Lançado há mais de 30 anos, o modelo já pode obter a famosa placa preta de colecionador, é um dos carros icônicos desses 50 anos de Fiat no Brasil. O modelo das fotos faz parte do acervo da montadora italiana que a CNN teve acesso em um autódromo em Santa Luzia (MG).

A história do Fiat Coupé

Apresentado na Europa em 1993 e produzido a partir de 1994, o esportivo chegou ao Brasil importado em 1995, em uma época em que ainda era possível encontrar modelos de nicho entre as opções oferecidas pelas grandes fabricantes. Rivalizava com Mitsubishi Eclipse e Honda Prelude, esse último acaba de voltar ao mercado.

O desenho externo foi desenvolvido por Chris Bangle no Centro Stile Fiat, enquanto o interior foi criado pelo famoso studio de design Pininfarina.

A solução visual dos faróis surgiu, inclusive, de uma tentativa de preservar a fluidez do capô sem recorrer aos então tradicionais faróis escamoteáveis. Alguém que não tem familiaridade com carros pode até mesmo confundir o modelo com uma Ferrari!

O Coupé utilizava a base do Fiat Tipo, mas tinha dimensões e proporções próprias. O resultado era um carro baixo, largo e com elementos que não passavam despercebidos, como as lanternas traseiras circulares, maçanetas integradas às colunas e os faróis sob lentes abauladas.

Outro detalhe pouco convencional era a tampa do tanque de combustível, inspirada em componentes de motocicletas. No interior, uma faixa na cor da carroceria atravessava o painel e reforçava a identidade visual do modelo.

Mecânica compartilhada com outros Fiat

Apesar da aparência exclusiva, o Coupé não nasceu de uma arquitetura completamente nova. A utilização da plataforma do Tipo permitiu compartilhar componentes e reduzir a complexidade do desenvolvimento.

Na Europa, o modelo chegou a utilizar diferentes motores ao longo de sua trajetória. Entre eles estavam os 2.0 16V aspirado e turbo, além dos posteriores 1.8 16V e 2.0 20V de cinco cilindros.

Coupé no Brasil

Por aqui, entretanto, a história foi mais curta. O Coupé, vendido oficialmente entre 1995 e 1997, utilizava o motor 2.0 16V aspirado, derivado do conjunto empregado no Tipo Sedicivalvole.

Aqui, desenvolvia 137 cv e 18,4 kgfm, associado à transmissão manual e à tração dianteira. O conjunto incluía ainda freios a disco nas quatro rodas.

A exclusividade do Fiat Coupé no mercado brasileiro não veio apenas proposta. A própria quantidade de veículos importados ajudou a transformá-lo em um modelo raro.

O valor na época era em torno de R$ 50 mil, mais de R$ 350 mil atuais. Ele era mais caro que diversos outros produtos igualmente esportivo e mais racionais, incluindo até mesmo o Alfa Romeo.

O modelo das fotos deste conteúdo é ainda mais caro. Trata-se de um 2.0 16 Turbo que nunca foi lançado no Brasil. A Fiat importou apenas três unidades para teste, que posteriormente foram utilizados por diretores da companhia.

Duas unidades foram vendidas e este amarelo ficou para o acervo da Fiat. O diferencial está no motor: 2.0 16V com 190 cv com 0 a 100 em 7,5s.

Entre 1995 e 1997, foram 1.124 unidades comercializadas no Brasil. O número reduzido faz com que exemplares preservados sejam cada vez mais difíceis de encontrar, especialmente considerando que muitos carros esportivos daquela época passaram por modificações ao longo dos anos.

Na Europa, a carreira do Coupé foi consideravelmente mais longa. A produção terminou em 2000, após aproximadamente seis anos e 72.762 unidades fabricadas. O carro não deixou sucessor.

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