A economia brasileira cresceu no 2º trimestre de 2026, com avanço de 0,5% ante os três meses anteriores, segundo dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (1º).
Entre janeiro e março, o PIB registrou alta de 1,1%. Apesar de o resultado mostrar desaceleração, ainda ficou acima das expectativas do mercado. Pesquisa da Reuters previa avanço de 0,4% no períoro.
O resultado no 2º trimestre foi puxado pela Agropecuária, com avanço de 2,8%, seguida de altas de 0,2% nos Serviços e de 0,1% na Indústria.
O PIB totalizou R$ 3,4 trilhões no 2º trimestre de 2026, sendo R$ 2,9 trilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 487,9 bilhões, aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
Em relação ao 2º trimestre de 2025, o PIB avançou 2%, com crescimento na Agropecuária (6,8%), na Indústria (1,5%) e nos Serviços (1,5%).
Já em quatro trimestres encerrados em junho, a economia brasileira mostrou alta de 1,9% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
O indicador representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no intervalo: quando o indicador avança, significa que a economia produziu mais em relação ao período anterior. Por outro lado, uma queda indica redução da atividade econômica.
O PIB serve como referência para decisões de governos, empresas e investidores.
Para este ano, o Ministério da Fazenda estima um crescimento econômico de 2,3%.
Setores
O desempenho positivo na Indústria se deve ao crescimento de 3,4% nas Indústrias extrativas. Em contrapartida, o PIB registrou reduções em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,1%), Indústrias de transformação (-0,4%) e Construção (-0,4%).
no pilar de serviços, destaque para Informação e comunicação (2,1%), Transporte, armazenagem e correio (1,1%) e Atividades imobiliárias (0,2%).
Houve estabilidade no Comércio (0,0%) e nas Outras atividades de serviços (0,0%) e variação negativa na Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e nas Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%).
Consumo das famílias cai
O consumo das famílias mostrou queda de 0,4% no 2º trimestre ante o período imediatamente anteriror.
Já a Formação Bruta de Capital Fixo – que indica os investimentos do setor privado – cresceu 1,2%. Já o Consumo do Governo regisrou avanço de 0,4%.
No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram 0,8%, enquanto as Importações de Bens e Serviços subiram 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

