Governo arrecada cada vez mais enquanto empresas quebram ou saem do Brasil

Você sabe quanto nós, pagadores de impostos, já entregamos neste ano só ao governo federal? Reparem, não estou falando em governos estaduais e municipais, só em governo federal. Até 31 de julho, foi R$ 1,876 trilhão. Quase R$ 2 trilhões. Você nem imagina quanto é isso. E mais: o aumento dos impostos superou o aumento da inflação, e mesmo assim o juro está lá em cima porque o governo gasta demais. Isso tira totalmente o argumento do candidato à reeleição: ele não pode culpar outro governo, porque já governou por dois mandatos lá atrás; depois veio Dilma, por um mandato e meio; e ele de novo, em mais um mandato.

E o problema está cada vez pior. O valor de mercado da CVC, gigante do turismo, caiu para menos de 10% do que já foi. As coisas estão feias! Eu vi no G1 que a Häagen-Dazs, marca famosa de sorvete que estava no Brasil desde 1997, foi embora. O Walmart foi embora em 2019. A Forever 21 estava aqui e voltou para os Estados Unidos. A Haribo, empresa alemã de doces, estava aqui desde 2016, caiu fora. A Ford estava aqui desde o fim dos anos 20 do século passado e foi embora em 2019; estava lá na Bahia, e agora estão as chinesas. É bem típico. A Mercedes estava fabricando carros aqui, não está mais. A Fnac, francesa, que frequentávamos atrás de livros, discos e sons, não está mais aqui. A Sony saiu de Manaus. A Nikon também fabricava aqui, não fabrica mais. A Roche, farmacêutica, tinha uma fábrica no Rio de Janeiro, não tem mais. Continua presente no Brasil, mas sem a fábrica. Topshop foi a mesma coisa. Fora o capital estrangeiro na bolsa: 60% da Bovespa é capital estrangeiro; quando ele sai, a bolsa despenca.

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