Dívida de ex-marqueteiro respinga na campanha de Flávio e leva Justiça a cobrar gabinete

A Justiça de São Paulo reiterou uma ordem para que o gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresente informações sobre a eventual contratação do ex-marqueteiro Eduardo Fischer para sua pré-campanha. Na decisão desta terça-feira (18), a juíza Bruna Lyrio Martins descartou aplicar multa neste momento, mas advertiu que, se o gabinete continuar sem responder, o ofício poderá ser reenviado por oficial de Justiça. Neste caso, a persistência do silêncio poderá levar a uma apuração por crime de desobediência.

O processo em questão é a execução de uma dívida de quase R$ 40 milhões movida por um fundo de investimentos contra Fischer e a Totalcom Comunicação e Participações, vinculada a seu grupo de comunicação. A ação tramita na 5ª Vara Cível de Barueri.

Em junho, outra ação judicial determinou a penhora de pagamentos que o PL e Flávio fariam a Fischer, com depósito dos valores em conta judicial. Nesse caso, a dívida cobrada do publicitário era de cerca de R$ 114 milhões.

Nos autos, o PL esclareceu que não possui vínculo contratual com Fischer ou com as empresas das quais ele é sócio. Depois disso, o publicitário pediu a anulação do envio de um ofício ao partido, sob a alegação de que não haveria urgência e de que a negativa “esvazia por completo” a liminar solicitada pelo credor.