Gastos com viagens em ano eleitoral: Lula e Bolsonaro

Os gastos de Bolsonaro com viagens em 2022 aumentaram à medida que as eleições se aproximavam. Os deslocamentos no país somaram R$ 20 milhões no primeiro semestre de 2022. Os dados foram obtidos pelo blog naquele ano por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Em setembro de 2026, o blog solicitou, novamente pela LAI, as despesas do presidente Lula com viagens no país. A Presidência, no entanto, não informou despesas do presidente. Alegou que “parte da informação gera risco à segurança de instituições ou altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares”.

A Presidência acrescentou que parte das informações pode ser acessada no painel de viagens do governo federal. Mas, “quanto às informações e detalhamentos de despesas cuja divulgação possa comprometer a segurança, as rotinas operacionais ou a integridade física do Chefe de Estado e das equipes de proteção institucional, encontram-se classificadas como reservadas, e estão sob regime de restrição de acesso, conforme previsto na Lei de Acesso”. 

Assim, prosseguiu a Presidência, “informações individualizadas e detalhadas que possam expor procedimentos, estratégias, segurança institucional ou dados sensíveis encontram-se protegidas pela referida restrição legal, razão pela qual não são passíveis de divulgação até o término do mandato presidencial”.

As viagens do presidente Bolsonaro pelo país

Em 2022, a Presidência da República informou ao blog cada cidade visitada, com a data e o custo do deslocamento, incluindo gastos com cartões corporativos (taxas aeroportuárias, hospedagem, alimentação, telefonia, mais diárias e passagens para assessores e seguranças). As sete viagens mais caras de Bolsonaro no país em três anos e meio foram para Guarujá e São Francisco do Sul (SC), onde o presidente passava as férias e feriados. As 25 viagens mais caras, com 13 para esses destinos, custaram R$ 11 milhões.