Ofensiva contra Flávio nos EUA pode se ampliar a aliados e família

A ofensiva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) pode ganhar novos desdobramentos a partir das investigações sobre sua saída do Brasil para seguir aos Estados Unidos. Fontes que acompanham as apurações indicam, sob reserva, que a eventual ampliação das apurações pode alcançar pessoas próximas do senador caso a PF encontre indícios de participação ou apoio para que ele e a família deixassem o país ou de auxílio para descumprir a ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de entrega dos passaportes.

Flávio chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28), onde pode receber visto ou asilo político do presidente Donald Trump. Lá divulgou uma carta na qual se descreveu como “líder do Brasil”, apontou fraude eleitoral e disse que comandaria a oposição do exterior.

O coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho, classificou a carta como um possível “desabafo”. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo ter aconselhado Flávio a ficar no Brasil.

Flávio está no centro de frentes distintas de apuração no STF. Uma delas está relacionada à investigação envolvendo o advogado e empresário Willer Tomaz, amigo do senador, na qual foi determinada a entrega dos passaportes de ambos e a proibição de deixar o país.