Com reeleição de Lula, empresas de bets perdem esperança de voltar a operar

As empresas de bets tinham esperança na vitória de Flávio Bolsonaro para que o setor retomasse suas operações legais na 1ª quinzena de janeiro, por decreto presidencial. O segmento tem um estudo muito completo de como a ilegalidade voltou a prejudicar os apostadores, como falta de acompanhamento de ludopatas em parceria com o SUS, e o efeito direto nos negócios – pelo menos 85 empresas pagaram R$ 30 milhões de concessão à Fazenda e não terão reembolso.

As plataformas de apostas já pagaram R$ 11 bilhões ao Tesouro em impostos até setembro, e a previsão era chegar a R$ 15 bilhões na arrecadação para o governo até dezembro. Um cenário preocupante é que desde o decreto de Lula da Silva proibindo as bets as empresas já demitiram cerca de quatro mil profissionais no Brasil.

Pacificação?

Há uma proposta em andamento entre portas no Judiciário para uma reunião das cúpulas do STF, STJ e TSE a fim de “pacificar” o país e não abrir caminho para questionamento do resultado das eleições, apesar da lambança que Edson Fachin e Cristiano Zanin fizeram com as decisões de prorrogar os horários de votação até 19h.

PEC que caiu

Para quem não interpretou a PEC do fim da reeleição, que Flávio Bolsonaro queria submeter ao Congresso Nacional caso vencesse a eleição: proposta de mandato de cinco ou seis anos, e a ideia era indultar o pai e revezar com ele as eleições, na tentativa de um projeto de longo prazo da direita no poder. Tudo dentro da lei, óbvio.